Minha atenção foi especialmente dirigida a esta passagem pelo fato de ter sido citada contra mim pelos autores daqueles sermões e cartas que, com alguma liberdade de imaginação, são chamados "respostas" ao meu sermão sobre "Regeneração Batismal". Respostas elas certamente não são, exceto uma à outra. Fico admirado de que uma Igreja tão erudita quanto a Anglicana não possa produzir algo um pouco mais digno do assunto em questão. Os vários autores talvez tenham lido meu discurso, mas pela razão de absorção mental em outras meditações, ou talvez pela perturbação natural da mente causada por consciências culpadas, eles falaram com confusão de palavras, e apenas conseguiram refutar-se a si mesmos e responder um ao outro. Devem ter estado apontando para algo muito afastado de meu sermão, ou então devo dar-lhes crédito por serem os piores atiradores que jamais praticaram com artilharia polemista. Eles não tocam sequer nos extremos do alvo, muito menos em seu centro. A questão toda é: Você crê que o batismo regenera? Se assim for — prove que sua crença é escriturística!
Você crê que o batismo não regenera? Então justifique seu juramento de que regenera? Quem responderá a isto? Ele merecerá e carregará a palma da vitória.
A Escritura diante de nós é exibida por vários dos campeões do outro lado ao povo como uma repreensão contra mim. Seu raciocínio é antes engenhoso que poderoso: realmente, porque os discípulos incorreram no desagrado de Jesus Cristo ao impedir que as pequenas crianças viessem a Ele, portanto Jesus Cristo está muito desagradado comigo e com todos outros como eu, por impedir as crianças da pia, e da performance ali encenada; e especialmente desagradado comigo por expor a doutrina Anglicana de Regeneração Batismal! Observai o raciocínio — porque Jesus estava muito desagradado com os discípulos por impedir os pais de buscarem uma bênção sobre seus filhos, portanto ele está muito desagradado conosco que não cremos em padrinhos e madrinhas, ou no sinal da cruz na testa do bebê. Devo dizer no início que este é antes um salto de argumento, e ordinariamente não seria considerado conclusivo, mas isto podemos facilmente ignorar, já que temos deixado de esperar por argumentos razoáveis daqueles que sustentam uma causa baseada em absurdidade. Meus irmãos, concluí que deve haver algo poderoso em um texto como este, ou meus oponentes não estariam tão ansiosos em assegurá-lo; portanto o examinei cuidadosamente, e conforme o observei, ele se abriu para mim com um esplendor sagrado de graça. Neste incidente o próprio coração de Cristo é publicado aos pecadores pobres, e podemos claramente perceber a liberdade e a plenitude da graça poderosa do Redentor dos homens, que é dispostos a receber a criança mais jovem assim como o homem mais velho; e está muito desagradado com qualquer que tentaria impedir as almas que buscam de vir a ele, ou os corações amorosos de trazerem outros para receber sua bênção.
Começando a lidar com este texto naquilo que acredito ser sua verdadeira luz, vou primeiro observar que ESTE TEXTO NÃO TEM NEM A SOMBRA DA SOMBRA DO FANTASMA DE UMA CONEXÃO COM BATISMO.
Não há linha de conexão tão substancial quanto uma teia de aranha entre este incidente e o batismo, ou pelo menos minha imaginação não é vivida o suficiente para conceber uma. Isto vou provar a vós, se me seguirdes por um momento.
É muito claro, Caros Amigos, que estas crianças pequenas não foram trazidas a Jesus Cristo por seus amigos para serem batizadas. "E traziam-lhe pequeninos, para que os tocasse", diz Marcos. Mateus descreve as crianças como sendo trazidas "para que ele colocasse as mãos sobre elas e orasse", mas não há nem uma sugestão sobre serem batizadas; nenhum padrinho ou madrinha havia sido providenciado, e nenhum sinal da cruz foi solicitado. Certamente os próprios pais sabiam razoavelmente bem o que desejavam, e não teriam se expressado tão dubiosamente a ponto de pedir-lhe que as tocasse, quando queriam dizer que ele deveria batizá-las. Os pais evidentemente não tinham pensamento algum em regeneração pelo batismo, e traziam as crianças com um propósito bem diferente.
Em seguida, se eles traziam as crianças a Jesus Cristo para serem batizadas, elas foram trazidas à pessoa errada; pois o Evangelista, João, no quarto capítulo, verso segundo, nos assegura expressamente que Jesus Cristo não batizava, mas seus discípulos: isto resolve a questão uma vez por todas, e prova além de toda disputa que não há conexão entre este incidente e o batismo.
Mas direis: "Talvez tivessem trazido as crianças para serem batizadas pelos discípulos?" Irmãos, os discípulos não tinham o costume de batizar crianças, e isto é claro pelo caso em questão. Se tivessem o costume de batizar infantes, não teriam repreendido os pais por trazê-las? Se tivesse sido algo costumeiro para os pais trazerem crianças com tal propósito, não teria o discípulos que estavam no constante hábito de realizar a cerimônia, repreendido-os por atender a isto? Algum clérigo da Igreja repreenderia os pais por trazerem seus filhos para serem batizados? Se o fizesse, agiria absurdamente contrário a suas próprias opiniões e práticas; e portanto não podemos imaginar que, se o batismo infantil tivesse sido a prática aceita, os discípulos pudessem ter agido tão absurdamente a ponto de repreender os pais por trazerem seus pequeninos. É óbvio que tal não poderia ter sido a prática dos discípulos que foram repreendidos.
Além disto, e aqui há um argumento que parece ter grande força, quando Jesus Cristo repreendeu seus discípulos, aquele era o tempo se alguma vez em sua vida, para ter falado abertamente concernente ao batismo infantil, padrinhos e madrinhas, e todo o assunto. Se ele desejava repreender seus discípulos mais eficazmente, como poderia ter feito melhor do que dizendo: "Por que retardais estas crianças? Eu ordenei que sejam batizadas; Eu expressamente ordenei que sejam regeneradas e feitas membros de meu corpo no batismo; como ousais, então, em oposição a minha vontade, retardá-las?" Mas não, caros amigos, nosso Salvador nunca disse uma palavra sobre "o lavar da regeneração", ou "o rocio vivificante", quando repreendeu-os — nem uma sentença sequer. Tivesse ele feito assim, a ocasião teria sido mais apropriada se tivesse sido sua intenção ensinar a prática; em toda sua vida, não há período em que um discurso sobre regeneração infantil no batismo pudesse ter sido mais apropriado que nesta ocasião, e contudo nem uma sentença sobre isto vem dos lábios do Salvador.
Para encerrar tudo, Jesus Cristo não batizou as crianças. Nosso Evangelista não nos informa que ele exclamou: "Onde estão os padrinhos e madrinhas?" Não está registrado que ele chamou por uma pia, ou um Livro de Oração? Não; mas "E, tomando-os nos seus braços, e lançando as mãos sobre eles, os abençoava", e as dispensou sem uma gota do elemento purificador.
Ora, se este evento tivesse qualquer conexão com o batismo de forma alguma, era a ocasião mais apropriada para o batismo infantil ter sido praticado. Por que, teria terminado para sempre a controvérsia. Pode haver alguns homens no mundo que teriam levantado a questão de enxertar crianças no corpo da Igreja de Cristo pelo batismo depois de tudo isto, mas tenho certeza de que nenhum homem honesto teria feito assim que reverentemente aceitasse Cristo como seu líder espiritual. Eu, meus irmãos, preferiria ser mudo do que dizer uma palavra sequer contra uma ordenança que o próprio Cristo instituiu e praticou; e se nesta ocasião tivesse apenas aspergido uma destas crianças, dado-lhe um nome Cristão, assinado-a com uma cruz, aceito os votos de seus padrinhos, e agradecido a Deus por sua regeneração, então a questão teria sido resolvida para sempre, e alguns de nós teríamos sido poupados de uma carga de abuso, além de escapar de nenhuma quantidade de erros, pelos quais somos condenados no julgamento de muitas pessoas boas, pelas quais temos alguma afeição, embora por seu julgamento não tenhamos respeito algum.
Assim vedes, os pais não pediram regeneração batismal; Cristo não batizou pessoalmente; os discípulos não tinham o costume de batizar crianças, ou senão não teriam repreendido os pais; Cristo não falou sobre batismo na ocasião, e ele não batizou os pequeninos.
Vou-vos apresentar um caso que pode exibir a fraqueza da posição de meus oponentes. Suponhamos uma denominação que se levante ensinando que bebês devem ser permitidos participar da Mesa do Senhor. Tal ensino poderia invocar precedentes de grande antiguidade, pois estais cientes de que em um período, a comunhão infantil era permitida, e logicamente também; pois se uma criança tem direito ao batismo, tem direito a vir à Mesa do Senhor. Durante anos as crianças foram trazidas à Mesa do Senhor, mas acidentes bastante inconvenientes ocorreram, e portanto a coisa foi abandonada por ser imprópria. Mas se alguém deve reviver o erro, e tentar provar que crianças são para vir à Ceia do Senhor, poderia prová-lo desta passagem tão claramente quanto nossos amigos podem provar o batismo infantil dela.
Além disto não esqueçais que mesmo se o batismo infantil pudesse ser provado desta passagem, a cerimônia prescrita no Livro de Oração está tão longe de ser estabelecida. Se o batismo de crianças pode ou não ser provado de outras Escrituras não posso agora deter-me a inquirir, mas mesmo que possa, que diremos sobre padrinhos ou madrinhas, ou a afirmação de que no batismo as crianças são feitas "membros de Cristo, filhos de Deus, e herdeiros do reino dos céus?" Certamente eu tão bem poderia provar vacinação do texto diante de mim, quanto a performance que o Livro de Oração chama "batismo infantil". Não hesite em dizer que poderia provar qualquer coisa terrena, se apenas me fosse permitido ter tal raciocínio concedido a mim quanto aquele que provou o batismo infantil desta passagem. Não há conexão possível entre os dois. O ensinamento da passagem é muito claro e muito evidente, e o batismo foi importado para dentro dela, e não encontrado nela. Como bem disse um escritor curioso: "Estas doutrinas são levantadas do texto como nossos cobradores levantam um imposto sobre pessoas pobres e insolventes, vindo armados com a lei e um oficial para apreender aquilo que não pode ser obtido. Certamente nunca foi texto tão esticado e pressionado para pagar aquilo que nunca deve; nunca homem tão atormentado para confessar aquilo que nunca pensou; nunca foi uma pedra-pomes tão espremida por água que nunca conteve." Ainda assim centenas pegarão nesta palha, e gritarão: "Não disse Jesus: 'Deixai vir a mim os pequeninos'?" A estes damos esta única palavra: vede que leiades a Palavra conforme está escrita, e encontrareis nela nenhuma água a não ser Jesus somente. São a água e Cristo a mesma coisa? É trazer uma criança a uma pia trazer a criança a Cristo? Não; aqui há uma diferença imensa, tão larga quanto entre Roma e Jerusalém, tão larga quanto entre Anti-cristo e Cristo, entre doutrina falsa e o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Lede a passagem e de uma vez a resposta vem a vós. Ele estava desagradado com seus discípulos por duas razões: primeiro, porque desanimavam aqueles que trazeriam outros a ele; e segundo, porque desanimavam aqueles que estavam ansiosos para vir a ele mesmos.
Eles não desanimavam aqueles que vinham a uma pia, eles desanimavam aqueles que vinham a Jesus. Há uma distinção poderosa a ser sempre mantida entre a pia e Cristo, entre a aspersão do sacerdote e a fé viva no Senhor Jesus Cristo.
Primeiro, seus discípulos desanimavam aqueles que trazeriam outros a ele. Este é um grande pecado, e onde quer que seja cometido Jesus Cristo está muito desagradado, pois um desejo verdadeiro de ver outros salvos é operado no crente pelo Espírito Santo de Deus, que assim torna os chamados aqueles que são meios de trazer as ovelhas errantes para o rebanho. Neste caso eles desanimaram aqueles que trazeriam crianças a ele para serem abençoadas. Como podemos trazer crianças a Jesus Cristo para serem abençoadas? Não podemos fazê-lo em sentido corpóreo, pois Jesus não está aqui, "ele ressuscitou"; mas podemos trazer nossos filhos em sentido verdadeiro, real e espiritual. Levantamo-los nos braços de nossas orações. Espero que muitos de nós, assim que nossos filhos viram a luz, se não antes, os apresentamos a Deus com esta oração ansiosa, de que morressem antes de viverem para desonrar o Deus de seu pai. Apenas desejamos filhos para que neles vivêssemos novamente outra vida de serviço a Deus; e quando olhamos nos seus rostos jovens, nunca pedimos riqueza para eles, nem fama, nem qualquer outra coisa, mas que fossem caros a Deus, e que seus nomes fossem escritos no Livro da Vida do Cordeiro.
Portanto trouxemos nossas crianças a Cristo conforme pudemos fazê-lo, apresentando-as diante de Deus, por oração fervorosa em seu favor. E deixamos de trazer nossas crianças a Cristo? Não, espero que raramente doblamos o joelho sem orar por nossos filhos. Nosso clamor diário é: "Ó que vivessem diante de ti!"
Deus sabe que nada nos daria mais alegria do que ver evidência de sua conversão; nossas almas quase saltariam de nossos corpos de alegria, se soubéssemos que eram filhos do Deus vivente. Nem foi negado a nós este privilégio, pois há alguns aqui que podem se alegrar em uma casa convertida. Verdadeiramente podemos dizer com o apóstolo Paulo: "Não tenho maior alegria do que esta, saber que meus filhos andam na verdade." Continuamos, portanto, a trazer a Cristo por oração diária, constante e fervorosa em seu favor. Assim que se tornarem de anos capazes de entender as coisas de Deus, nos esforçamos em trazê-los a Cristo ensinando-lhes a verdade. Daí nossas escolas dominicais, daí o uso da Bíblia e oração familiar, e catecismo em casa. Qualquer pessoa que nos proíba de orar por nossos filhos, incorrerá no alto desagrado de Cristo; e qualquer que diga: "Não ensineis vossos filhos; eles serão convertidos no tempo de Deus se for seu propósito, portanto deixai-os correr selvagens nas ruas", certamente tanto "pecará contra a criança" quanto contra o Senhor Jesus. Tão bem poderíamos dizer: "Se aquele pedaço de terra é para produzir colheita, fará se for da boa vontade de Deus; portanto deixai-o, e deixai as ervas daninhas brotarem e cobri-lo; não vos esforceis por um momento em matar as ervas daninhas, ou em semear a boa semente." Por que, tal raciocínio como este seria não apenas cruel para nossas crianças, mas grandemente desagradável a Cristo.
Pais! Espero que todos estejais se esforçando em trazer vossos filhos a Cristo ensinando-lhes as coisas de Deus. Que não sejam estrangeiros ao plano de salvação. Nunca deixai dizer que uma criança vossa chegou aos anos em que sua consciência pôde agir, e pôde julgar entre bem e mal, sem conhecer a doutrina da expiação, sem compreender a grande obra substituidora de Cristo. Colocai diante de vossa criança vida e morte, inferno e céu, julgamento e misericórdia, seu próprio pecado, e o sangue muito precioso de Cristo; e conforme colocais estas coisas diante dele, trabalhai com ele, persuadi-o, como o apóstolo fez sua congregação, com lágrimas e choro, a converter-se ao Senhor; e vossas orações e súplicas serão ouvidas de modo que o Espírito de Deus as traga a Jesus. Como será muito mais de acordo com a Escritura tal trabalho do que se fosseis cantar o seguinte verso muito bonito que desfigura o "Livro de Louvor" de Roundell Palmer! — "Embora tua concepção tenha sido em pecado, Um banho sagrado tu tiveste; E embora teu nascimento imundo tenha sido, Uma criança imaculada tu agora és feita. Querida criança, então abstém-te de chorar; Fica quieta, minha querida, doce criança, dorme."
Não posso vos dizer quanto devo às palavras solenes de minha boa mãe. Era o costume nas tardes de domingo, enquanto ainda éramos crianças pequenas, para ela ficar em casa conosco, e então nos sentávamos à mesa e líamos verso por verso, e ela explicava a Escritura a nós. Depois que isto era feito, então vinha o tempo de súplica; havia um pequeno trecho do "Alarme de Alleyn", ou da "Chamada ao Não Convertido" de Baxter, e isto era lido com observações apontadas feitas a cada um de nós conforme estávamos sentados à mesa; e a questão era perguntada quanto tempo antes pensaríamos em nosso estado, quanto tempo antes buscaríamos o Senhor. Então vinha a oração de uma mãe, e algumas das palavras da oração de uma mãe nunca esqueceremos, mesmo quando nossos cabelos estiverem cinzentos. Recordo-me de uma ocasião em que ela orou assim: "Agora, Senhor, se meus filhos continuarem em seus pecados, não será por ignorância que perecem, e minha alma deve suportar um testemunho rápido contra eles no dia do julgamento se não se apegarem a Cristo." Aquele pensamento de uma mãe suportando testemunho rápido contra mim, transpassou minha consciência e moveu meu coração. Este apelo a eles por Deus e a Deus por eles é a verdadeira forma de trazer crianças a Cristo.
Professores de Escolas Dominicais! vós tendes um trabalho elevado e nobre, avanço nele. Em nossas escolas vós não tentais trazer crianças ao batistério para regeneração, vós as apontais para longe das cerimônias; se conheço os professores desta escola corretamente, sei que estais tentando trazer vossas classes a Cristo. Deixai Cristo ser a soma e substância de vosso ensino na escola. Jovens homens e jovens mulheres, em vossas classes levantai Cristo, levantai-o bem alto; e se alguém disser a vós: "Por que falais assim às crianças?" podeis dizer: "Porque minha alma anseia por elas, e anseio pela sua conversão"; e se alguém depois objetar, podeis recordar que Jesus está muito desagradado com eles, e não convosco, pois vós apenas obedeceis à injunção: "Apascentai meus cordeiros."
O caso em nosso texto é o de crianças, mas opositores se levantam que desaprovam esforços em trazer qualquer tipo de pessoas a Cristo pela fé e oração. Há alguns que gastam suas noites nas ruas buscando após a pobre prostituta, e ouvi muitas observações ásperas feitas sobre seu trabalho; alguns dirão que é ridículo esperar que qualquer um daqueles que gastaram seus dias na depravação seja convertido. Somos dito que muitos daqueles que são levados para os refúgios voltam e se tornam tão depravados quanto antes; acredito que seja uma verdade muito triste e solene; mas acredito, se eu ou qualquer um deva insistir nisto ou qualquer outra coisa como razão pela qual meus irmãos não devem buscar a prostituta, que Jesus seria muito desagradado; pois qualquer homem que se coloque entre um buscador de almas e o objeto divino de obter uma bênção para a alma do pecador, excita a ira de Cristo. Alguns têm esperanças em nossos condenados e criminosos; mas de vez em quando há um clamor contra aqueles que até creem ser possível para um transportado ou um homem de licença de passagem ser convertido. Mas Jesus está muito desagradado com qualquer que disser sobre o trabalho: "É muito difícil; é impossível." Meus irmãos em Cristo, trabalhai por almas de todos os tipos: por vossas crianças e por aqueles que passaram dos sessenta e dez anos. Procurai o bêbado; ide atrás do ladrão; não desprezeis o pobre escravo oprimido; deixai cada raça, deixai cada cor, deixai cada idade, deixai cada profissão, deixai cada nação, ser o objeto de orações de vossas almas. Viveis neste mundo, espero, para trazer almas a Jesus; sois os ímãs de Cristo com o qual através de seu Espírito Santo ele atrairá corações de aço; sois seus herautos, sois para convidar os errantes a vir ao banquete; sois seus mensageiros, sois para compeli-los a entrar para que sua casa seja cheia; e se o diabo vos diz que não tereis sucesso, e se o mundo vos diz que sois muito fracos e não tendes talento suficiente, nunca importa, Jesus seria muito desagradado convosco se devêsseis dar atenção a eles; e enquanto isto ele está muito desagradado com vossos adversários por se esforçarem em parar-vos. Caríssimos, é por isto que Jesus Cristo estava muito desagradado.
Um segundo fundamento de desagrado deve ser notado. Estas crianças, me parece, e acredito que há boa razão para a crença, desejavam elas mesmas vir a Cristo para obter uma bênção. São chamadas "pequeninos", que termo não envolve necessariamente seu serem bebês de seis meses ou um ano; realmente, é claro, conforme mostrarei em um momento, que não eram crianças tão pequeninas a ponto de serem bebês inconscientes. Eram "crianças de peito", de acordo com nossa versão de Lucas, mas então sabeis que a palavra inglesa "criança de peito" inclui um alcance considerável de idade, pois toda pessoa em sua menoridade é legalmente considerada uma criança de peito, embora possa ser capaz de falar em qualquer quantidade. Não desejamos, contudo, traduzir o texto com tanta grande liberdade. Não há necessidade na linguagem usada de que estas deveriam ter sido qualquer coisa exceto aquilo que se diz serem — "pequeninos".
É evidente que podiam caminhar, porque em Lucas é dito: "Jesus as chamou"; o gênero do pronome grego usado ali o refere às crianças, não às pessoas, nem aos discípulos. Jesus as chamou, ele chamou as crianças, o que ele dificilmente teria feito se não pudessem compreender seu chamado: e ele disse: "Deixai vir a mim os pequeninos", o que implica que podiam vir, e sem dúvida o fizeram, com rostos alegres, esperando obter a bênção. Estas talvez possam ter sido algumas daquelas mesmas crianças, que, pouco tempo depois, arrancaram ramos das árvores e os espalharam pelo caminho, e gritaram: "Hosana", quando o Salvador disse: "Da boca de crianças de peito suscitaste louvor." Agora Cristo estava muito desagradado com seus discípulos por empurrarem para trás estes meninos e meninas. Eles fizeram, como algumas pessoas idosas fazem agora-a-dias, que gritam — "Fiquem para trás, meninos e meninas! não queremos vós aqui; não queremos crianças para preencherem o lugar; queremos apenas pessoas crescidas."
Empurraram-nas para trás; pensavam que Cristo teria demasiado que fazer, se atendesse aos juvenis. Aqui sai este princípio, que devemos esperar o desagrado de Cristo, se tentarmos impedir qualquer um de vir a Cristo, mesmo que seja a criança mais jovem. Perguntais como as pessoas podem vir a Cristo agora? Não podem vir corporalmente, mas podem vir por oração simples e fé humilde. Fé é o caminho a Jesus, batismo não é. Quando Jesus diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos," ele não quis dizer: "sede batizados," não? Não; e assim quando disse: "Deixai vir a mim os pequeninos," ele não quis dizer: "Batizai-os," não? Vir a Jesus Cristo é coisa bem diferente de vir a uma pia. Vir a Cristo significa lançar mão de Cristo com a mão da fé; olhar para ele pela minha vida, meu perdão, minha salvação, meu tudo.
Se há uma criança pobre aqui que está dizendo em seu pequeno coração, ou seu pequeno coração: "Eu gostaria de vir a Cristo, Ó que pudesse ser perdoada enquanto ainda sou pequena" — vem, pequeno cordeiro; vem, e sejas bem-vindo. Ouvi vosso clamor? Era isto? "Gentil Jesus, manso e brando, Olha para uma criança; Compaixão por minha simplicidade, Permite-me vir a ti."
Querida criança, Jesus não desprezará vossas balbuciaduras, nem seu servo vos impedirá. Jesus vos chama, vinde e recebei sua bênção. Se alguém disser uma palavra para impedir o coração jovem de retroceder, Jesus estará desagradado convosco. Agora tenho medo de que alguns façam isto; aqueles, por exemplo, que pensam que o evangelho não é para crianças pequenas. Muitos de meus irmãos, lamento dizer, pregam de tal forma que não há esperança de crianças obterem bem algum por sua pregação.
Não posso me gloriar em aprendizado ou eloquência, mas nesta única coisa posso me regozijar, que há sempre um número de crianças felizes aqui, que são tão atentas quanto qualquer de minha audiência. Amo pensar que o evangelho é apropriado para crianças pequenas. Há meninos e meninas em muitas de nossas classes de Escolas Dominicais nos andares abaixo que estão tão verdadeiramente convertidos a Deus quanto qualquer de nós. Não, e se falásseis com eles sobre as coisas de Deus, embora devêsseis chegar aos pontos espinhosos de eleição e predestinação, encontraríeis aqueles meninos e meninas bem ensinados nas coisas do reino: sabem livre arbítrio de graça livre, e não podeis confundi-los quando chegais a falar sobre a obra de Jesus e a obra do Espírito, pois podem discernir entre coisas que diferem. Mas um ministro que prega como se nunca quisesse trazer crianças a Cristo, e atira bem sobre as cabeças das pequeninas, eu realmente penso que Jesus está desagradado com ele.
Então há outros que duvidam se crianças jamais serão convertidas. Eles não olham para isto como coisa provável que aconteça, e sempre que ouvem de uma criança crente, levantam as mãos ao prodígio, e dizem: "Que maravilha de graça!" Deveria ser, e naquelas Igrejas onde o evangelho é simplesmente pregado, é coisa tão comum para crianças serem convertidas quanto para pessoas crescidas serem trazidas a Cristo. Outros começam a duvidar da verdade de conversões juvenis. Dizem: "São muito jovens, podem compreender o evangelho? Não é meramente uma emoção infantil, uma mera profissão?" Meus irmãos, não tendes mais direito de suspeitar da sinceridade dos jovens, do que desconfiar dos de cabelos grisalhos; deveríeis recebê-los com a mesma confiança de peito aberto com a qual recebeis outros quando professam ter encontrado o Salvador. Fazei, vos imploro, sempre que víeis o menor desejo em vossas crianças, ajoelhai-vos, como vosso servo faz, quando o fogo está quase apagado, e soprá o fuxico com vosso próprio hálito — procurai por oração avivar aquele fuxico para uma chama. Não desprezeis qualquer observação piedosa que a criança possa fazer. Não infléis a criança por conta da bondade da observação, para não a torneis vã e assim a prejudiqueis, mas o encorajei; deixai que suas primeiras pequenas orações sejam percebidas por vós; embora não gostes de lhe ensinar uma oração formulada — não importará se não o fizerdes — contudo ensinai-lhe o que é oração; dizei-lhe a expressar seus desejos em suas próprias palavras, e quando o fizer, uní-vos a isto e implorai a Deus em seu favor, para que vosso pequeno em breve encontre verdadeira paz no sangue do Salvador. Não deveis, a menos que desejeis desagradar meu Mestre, impedir a menor criança que anseia vir a Cristo.
Aqui deixai-nos observar que o princípio é de aplicação geral; não deveis impedir qualquer alma despertada de buscar o Salvador. Ó meus irmãos e irmãs, espero que tenhamos tal amor por almas, tal instinto dentro de nós para desejar ver o trabalho da alma de Cristo, que em vez de colocar tropeços no caminho, faríamos o melhor que pudéssemos para tirar as pedras. Nos domingos tenho me esforçado em esclarecer as dúvidas e medos que afligem os pecadores que vêm; tenho implorado a Deus o Espírito Santo para me capacitar a falar de tal forma, que aquelas coisas que vos impediam de vir ao Salvador pudessem ser removidas; mas como triste deve ser a condição daqueles que se deleitam em colocar tropeços no caminho dos homens. A doutrina da eleição por exemplo, uma verdade grande e gloriosa, cheia de conforto ao povo de Deus; como frequentemente é feita para assustar pecadores de Jesus! Há uma forma de pregar isto com uma espada desembainhada, e dizer: "Não deveis vir a menos que soubésseis que sois eleitos de Deus." Essa não é a forma de pregar a doutrina. A verdadeira forma de pregar é: "Deus tem um povo escolhido, e espero que vós sejais um deles; vinde, lançai mão de Jesus, ponde vossa confiança nele." Então há outros que pregam estrutura e sentimentos como preparação para Cristo. Eles efetivamente dizem: "A menos que tenhais sentido tanta depressão de espírito, ou experimentado certa quantidade de quebrantamento de coração, não deveis vir a Cristo," em vez de declarar, que qualquer um que quiser é permitido vir, e que a verdadeira forma de vir a Cristo não é com uma qualificação de estrutura e sentimento e depressões mentais, mas apenas conforme sois. Ó é a alegria de minha alma pregar um evangelho que tem uma porta aberta para ele, pregar um trono de misericórdia que não tem véu diante dele; o véu está rasgado em dois, e agora o pecador mais grande fora do inferno que deseja vir, é bem-vindo. Vós que tendes oitenta anos de idade, e tendes odiado Cristo o tempo todo, se agora o Espírito de Deus vos torna dispostos a vir, Cristo parece dizer: "Deixai vir a mim os de cabelo grisalho, e não os impeçais:" enquanto a vós pequeninos, ele estende seus braços da mesma forma: "Deixai vir a mim os pequeninos." Ó meus amados, vede que vosso coração anseia vir a Cristo, e não às cerimônias! Estou aqui neste dia para gritar: "Vinde à cruz, não à pia." Quando me esquecer de levantai o Senhor Jesus, e de derribar as formas de invenção do homem, "deixe minha mão direita esquecer sua habilidade," e "deixe minha língua grudar ao céu de minha boca" — Ninguém senão Jesus, ninguém senão Jesus, Pode fazer bem aos pecadores desamparados;
A pia é uma zombaria e uma imposição se é colocada diante de Cristo. Se tendes batismo depois que tendes vindo a Cristo, bem e bom, mas apontar-vos para ele ou como sendo Cristo, ou como sendo inevitavelmente conectado com Cristo, ou como sendo o lugar de encontrar Cristo, não é nada melhor que voltar aos elementos miseráveis do velho prostituta Romana, em vez de ficar em "liberdade com a qual Cristo nos libertou," e insistir ao pecador para vir como um pecador a Cristo Jesus, e a Cristo Jesus somente.
No terceiro e último lugar, deixai-nos também reunir de nosso texto, que QUANDO DESANIMAMOS A QUALQUER UM, SEMPRE VAMOS EM RAZÕES ERRADAS. Aqui estava o caso de crianças. Suponho que os fundamentos sobre os quais os apóstolos impediam as crianças seriam um destes — ou que as crianças não podiam receber uma bênção, ou então que não podiam recebê-la dignamente.
Imaginaram eles que estas pequenas crianças não podiam receber a bênção? Talvez, pois as pensavam muito jovens. Agora, irmãos, era uma razão errada na qual ir, pois estas crianças podiam receber a bênção e a receberam, pois Jesus as tomou nos seus braços e as abençoou.
Se impedir uma criança de vir a Cristo na razão de que é muito jovem, faço isto na face dos fatos; porque há crianças trazidas a Cristo em período extremamente cedo. Vós que estais familiarizados com o "Marcas para Crianças" de Janeway, notastes muitos casos belos de conversão cedo.
Nossa querida amiga, Sra. Rogers, naquele livro dela, "O Cordeiro Dobrado," deu uma imagem muito doce de um pequeno filho seu, logo dobrado no seio do Salvador acima, que, cedo quanto dois ou três anos de idade, se regozijava e conhecia o Salvador. Não duvido de forma alguma, não posso duvidar, porque alguém viu tais casos, que crianças de dois ou três anos de idade possam ter precocidade de conhecimento, e de graça; uma antecipação que em quase cada caso tem presentado morte cedo, mas que tem sido perfeitamente maravilhosa para aqueles que falaram com elas.
O fato é que não chegamos todos na mesma idade àquele grau de estatura mental que é necessário para compreender as coisas de Deus. Crianças têm sido relatadas como lendo Latim, Grego, e outras línguas, aos cinco ou seis anos de idade. Não sei que tal erudição tão cedo é qualquer grande bênção, é melhor não alcançar aquele ponto tão cedo; mas algumas crianças são tudo o que suas mentes jamais serão aos três ou quatro anos, e então vão para casa ao céu; e tão longo quanto a mente tenha sido trazida àquela condição de que é capaz de compreender, é também capaz de fé, se o Espírito Santo a implantará. Supor que ele alguma vez deu fé a um bebê inconsciente é ridículo; que pode haver fé alguma em uma criança que sabe nada de forma alguma, devo sempre tomar terra para duvidar, pois "Como crerão sem que há quem pregue?" E contudo são trazidos para fazerem uma profissão em suas roupas de comprimento, quando nunca ouviram um sermão em suas vidas. Mas aquelas queridas crianças a que me referi antes, compreenderam o pregador, compreenderam a verdade, se regozijaram na verdade, e suas primeiras pequenas balbuciaduras foram tão cheias de graça quanto aquelas expressões gloriosas de santos idosos em suas partidas triunfais. Crianças são capazes, então, de receber a graça de Deus. Marcai bem a propósito, que todos aqueles campeões que saíram contra mim tão valientemente, cometeram um erro; disseram que negamos que pequenos infantes possam ser regenerados; não negamos que Deus possa regenerá-los se lhe aprouver; não sabemos nada sobre o que pode ou não pode acontecer a bebês inconscientes; mas dissemos que pequenas crianças não foram regeneradas por seus padrinhos e madrinhas contarem mentiras em uma pia — dissemos isto, e dizemos novamente, que pequenas crianças não são regeneradas, nem feitas membros de Cristo, nem filhos de Deus, nem herdeiros do reino dos céus, por solene zombaria, em que padrinhos e madrinhas prometem fazer por eles aquilo que não podem fazer por si mesmos, muito menos por seus filhos. Esse é o ponto; e se se agradarem em encontrá-lo, responderemos novamente, mas até tal tempo como isto, provavelmente deixaremos que falem até que Deus lhes dê graça para saber melhor.
O outro fundamento sobre o qual os apóstolos impediam as crianças seria que, embora as crianças possam receber a bênção, podem não ser capazes de recebê-la dignamente. O Senhor Jesus em efeito as assegura que, tão longe de a forma na qual uma pequena criança entra no reino dos céus ser excepcional, é a regra; e a muito forma na qual uma criança entra no reino, é a forma na qual todos devem entrar. Como uma criança entra no reino dos céus?
Bem, sua fé é muito simples; não compreende mistérios e controvérsias, mas acredita no que é dito sobre a autoridade da Palavra de Deus, e vem à Palavra de Deus sem preconceito anterior. Tem seu pecado natural, mas a graça o supera, e a criança recebe a Palavra conforme a encontra. Notareis em conversões de rapazes e raparigas, uma simplicidade peculiar de crença: creem exatamente o que Cristo diz, precisamente o que ele diz. Se oram, creem que Cristo as ouvirá: se falam sobre Jesus, é como de uma pessoa próxima à mão. Não fazem, como fazemos, colocar estas coisas em mistérios e sombras, mas pequenas crianças têm um poder de realizar.
Então têm grande regozijo. Os cristãos mais alegres que temos são crentes jovens; e os mais alegres cristãos antigos são aqueles que foram convertidos quando eram jovens. Por que, vede a alegria de uma criança que encontra um Salvador! "Mãe," ela diz, "busquei Jesus Cristo, e confiei nele, e estou salva." Ela não diz: "Espero," e "Confio," mas "Sou;" e então está pronta para saltar de alegria porque está salva. De muitos rapazes e raparigas que recebemos em companheirismo da Igreja, posso dizer deles a todos, eles todos alegraram meu coração, e nunca recebi algum com maior confiança do que recebi estes: isto notei sobre eles, têm maior alegria e regozijo que qualquer outro; e tomo isto, é porque não fazem tão muitas questões quanto outros fazem, mas tomam a palavra de Jesus Cristo conforme a encontram, e creem nela. Bem agora, justamente a forma na qual uma criança recebe Cristo, é a forma na qual deveis receber Cristo se serdes salvos. Vós que sabeis tanto que sabeis demasiado; vós que tendes cérebros grandes; vós que estais sempre pensando, e têm tendência à crítica, e talvez ao ceticismo, deveis vir e receber o evangelho como uma criança. Nunca conseguireis um aperto de meu Senhor e Mestre enquanto estais usando aquele boné de quiz; não, deveis tirá-lo, e pelo poder do Espírito Santo deveis vir confiando em Jesus, simplesmente confiando nele, pois isto é a forma certa de receber o reino.
Mas aqui, deixai-me dizer, o princípio que é verdadeiro em pequenas crianças é verdadeiro em todos os outros casos bem. Tomai por exemplo o caso de pecadores muito grandes, homens que têm sido ofensores graves contra as leis de seu país. Alguns diriam que não podem ser salvos; podem ser pois alguns deles foram. Outros diriam que nunca recebem a verdade conforme ela está em Jesus da forma certa; sim, mas fazem. Como grandes pecadores recebem Cristo? Há alguns aqui que foram resgatados da embriaguez, e não sei o quê. Meus irmãos, como recebestes Cristo? Por que deste modo. Dissestes: "Completamente ímpio, completamente imundo, sou nada senão pecado; mas se sou salvo, será graça, graça, graça." Por que, quando vós e eu nos levantamos, negro, e fétido, e imundo, e contudo ousamos crer em Cristo, dissemos: "Se somos salvos, seremos prodígios de misericórdia divina, e cantaremos de seu amor para sempre." Bem mas, meus queridos amigos, devei receber Jesus Cristo daquele modo bem. Aquilo que levantaria uma objeção à salvação do grande pecador é atirado de volta sobre vós, pois Cristo bem poderia dizer: "A menos que recebais estas coisas como o chefe dos pecadores, não podeis entrar no reino." Provarei meu ponto pela instância do apóstolo Paulo. Ele tem sido mantido por alguns para ser uma exceção à regra, mas Paulo não pensou assim, pois diz que Deus nele mostrou toda longanimidade para um padrão àqueles que creem, e o fez como uma espécie de tipo de todas as conversões; de modo que em vez de ser uma exceção a sua era a ser a regra. Vedes o que estou conduzindo. O caso das crianças parece excepcional, mas não é; tem, ao contrário, todas as características sobre isto que devem ser encontradas em cada conversão verdadeira. É de tais que o reino dos céus é composto, e se não somos tais não podemos entrar. Deixai isto induzir todos nós que amamos o Senhor, a orar pela conversão tanto de crianças quanto de todos os tipos de homens. Deixai nossa compaixão expandir, deixai-nos fechar ninguém da súplica de nosso coração; em oração e fé deixai-nos trazer todos que vêm em nosso alcance, esperando e acreditando que alguns deles serão encontrados na eleição da graça, que alguns deles serão lavados no sangue do Salvador, e que alguns deles brilharão como estrelas no firmamento de Deus para sempre. Deixai-nos, em nenhuma consideração, acreditar que a salvação de qualquer homem ou criança está além do alcance da possibilidade, pois o Senhor salva a quem deseja. Deixai nenhuma dificuldade que pareça rodear o caso impedir nossos esforços; deixai-nos, ao contrário, empurrar com maior ânsia adiante, acreditando que onde há alguma dificuldade especial, haverá manifestada, como no caso das crianças, algum privilégio especial. Ó trabalhai por almas, meus queridos amigos! Vos imploro vivei para ganhar almas. Esta é a melhor ramificação contra o erro, uma ramificação construída de pedras vivas — homens e mulheres convertidos. Esta é a forma de empurrar de volta os avanços do Papismo, por implorar ao Senhor para operar conversões. Não penso que mera pregação controversa fará muito, embora deva ser usada; é graça-trabalho que queremos; é trazendo-vos a Cristo, é conseguindo-vos a lançar mão dele — é isto que colocará o diabo em uma confusão e expandirá o reino de Cristo. Ó que meu Deus trouxesse alguns de vós a Jesus! Se está desagradado com aqueles que tentar vos impedir de retroceder, então vede como está disposto ele a receber-vos.
Há em vossa alma desejo algum em relação a ele? Vinde e sejai bem-vindo, pecador, vinde.
Sentis agora que devei ter Cristo ou morrer? Vinde e o tende, ele é de ser obtido pedindo. Tem o Senhor vos ensinado vossa necessidade de Jesus? Vós sedentos, vinde e bebei; vós famintos, vinde e comei. Sim, esta é a proclamação do evangelho para hoje: "O Espírito e a Noiva dizem: Vinde. E quem ouve diga: Vinde. E quem está com sede venha. E qualquer que quiser, tome de graça a água da vida." Confio que pode haver encorajamento nisto para alguns de vós. Oro para que meu Mestre vos faça senti-lo.
Se ele está irado com aqueles que tentam vos impedir, então ele deve estar disposto a receber-vos, alegre em receber-vos; e se vos virdes a ele ele em nenhuma forma vos lançará fora. Que o Senhor adicione sua bênção nessas palavras pelo amor de Jesus. Amém.